19.11.16

Missa para três coros e seis órgãos em Mafra



> Sábado, 19 de Novembro, 21h30
> Mafra, Basílica do Palácio Nacional

PROGRAMA

Marcos Portugal (1758-1819)
Sinfonia a seis órgãos
(arranjo da Abertura de L’oro non compra l’amore)

Anónimo (Portugal, final do séc. XVIII)
(Manuscrito FCR 198//32 da Biblioteca Nacional de Portugal)
Kyrie
Gloria
Gloria in excelsis Deo

Cantochão
(Fr. José de Santo António, Acompanhamentos de missas [...] Mafra, 1761)
Gloria
Laudamus te
Benedicimus te
Glorificamus te
Gratias agimus tibi propter magnam gloriam tuam
Domine Deus, Rex cælestis
Domine Fili unigenite, Jesu Christe
Domine Deus, Agnus Dei, Filius Patris
Qui tollis peccata mundi, miserere nobis
Qui tollis peccata mundi, suscipe deprecationem nostram
Qui sedes ad dexteram Patris, miserere nobis
Quoniam tu solus Sanctus
Tu solus Dominus
Tu solus Altissimus, Jesu Christe
Cum Sancto Spiritu

Anónimo (Portugal, final do séc. XVIII)
(Manuscrito FCR 198//32 da Biblioteca Nacional de Portugal)
Gloria
In gloria Dei Patris
Credo

Cantochão
(Fr. José de Santo António, Acompanhamentos de missas [...] Mafra, 1761)
Sanctus
Agnus Dei

Voces Caelestes
João Vaz, órgão do Evangelho
Isabel Albergaria, órgão da Epístola
Sérgio Silva, órgão de São Pedro d’Alcântara
Margarida Oliveira, órgão do Sacramento
Diogo Rato Pombo, órgão da Conceição
Daniela Moreira, órgão de Santa Bárbara
Sérgio Fontão, direcção

Neste concerto, o coro Voces Caelestes foi constituído pelo seguintes 45 cantores:

Coro I
Frederico Projecto
João Afonso
João Rodrigues
Manuel Gamito
Nicolas Robertson
Rui Aleixo

Carlos Pedro Santos
João Barros
José Bruto da Costa
Manuel Líbano Monteiro
Mário Almeida
Nuno Gonçalo Fonseca

Fernando Gomes
Nuno Pólvora
Nuno Rodrigues
Rui Bôrras
Tiago Amado Gomes
Tiago Batista

Coro II
João Custódio
Marcos Cerejo
Miguel Carvalho
Miguel Silva
Pedro Rollin Rodrigues
Rodrigo Carreto
Tiago Rodrigues

Alexandre Gomes
Horácio Santos
Hugo Wever
João Luís Ferreira
João Rosa
Luís Pereira
Mateus Líbano Monteiro

Coro III
Artur Afonso
Bruno Rodrigues
Carlos Reis
Hugo Martins
Jaime Bacharel
João Manuel de Barros
Nuno Fonseca

Filipe Leal
Francisco Líbano Monteiro
Gustavo Lopes
João Pereira
Miguel Jesus
Pedro Morgado

18.11.16

Histórias de Amor em Tavira


> Sexta-feira, 18 de Novembro, 21h30
> Tavira, Igreja do Carmo
> Concerto integrado no ciclo Ciclo Internacional de Música de Câmara em Tavira

PROGRAMA

Cipriano de Rore (circa 1515-1565)
Ancor che col partire

Carlo Gesualdo (circa 1560-1614)
Io pur respiro

Claudio Monteverdi (1567-1643)
Sì, ch’io vorrei morire

John Dowland (1563-1626)
Can she excuse my wrongs

John Farmer (circa 1570-circa 1601)
Fair Phyllis I saw sitting all alone

John Lennon/Paul McCartney (arr. Keith Abbs)
Can´t buy me love

Pierre Passereau (circa 1490-circa 1547)
Il est bel et bon

Joseph Haydn (1732-1809)
Die Harmonie in der Ehe

Franz Schubert (1797-1828) / arr. Carlo Marenco
Des Baches Wiegenlied

Claude Debussy (1862-1918)
Dieu! qu’il l’a fait bon regarder!

Maurice Ravel (1875-1937)
Trois beaux oiseaux du Paradis

Maurice Duruflé (1902-1986)
Notre Père

Gustav Holst (1874-1934)
Come to me

Eric Whitacre (1970)
A boy and a girl

Cole Porter (arr. David Blackwell)
Let’s do it

Voces Caelestes
Sérgio Fontão, direcção

Neste concerto, o coro Voces Caelestes foi constituído pelos seguintes 16 cantores:


Sopranos
Inês Lopes
Mariana Moldão
Rosa Caldeira
Verónica Silva


Altos
Catarina Saraiva
Joana Nascimento
Marta Queirós
Patrícia Mendes


Tenores
Artur Afonso
Diogo Pombo
Frederico Projecto
João Custódio


Baixos
José Bruto da Costa
Nuno Pólvora
Pedro Casanova
Rui Bôrras

16.10.16

Sinfonias de Beethoven em Sintra


> Domingo, 16 de Outubro, 18h00
> Sintra, Centro Cultural Olga Cadaval
> Mais informações em http://ccolgacadaval.pt/blog/2016/07/19/a-integral-das-sinfonias-de-beethoven/

PROGRAMA

Ludwig van Beethoven (1770-1827)
Sinfonia n.º 8, op. 93

Ludwig van Beethoven (1770-1827)
Sinfonia n.º 9, op. 125, Coral 

Orquestra Metropolitana de Lisboa
Voces Caelestes
Ana Paula Russo, soprano 
Cátia Moreso, meio-soprano
Marco Alves dos Santos, tenor 
André Henriques, baixo 
Sérgio Fontão, maestro do coro 
Pedro Amaral, direcção musical

Neste concerto, o coro Voces Caelestes foi constituído pelos seguintes 36 cantores:

Sopranos
Filipa Passos
Inês Lopes
Mariana Moldão
Marisa Figueira
Mónica Antunes
Raquel Alão
Rosa Caldeira
Tânia Viegas
Verónica Silva 

Altos
Catarina Saraiva
Fátima Nunes
Joana Esteves
Joana Nascimento
Mafalda Borges Coelho
Maria Salazar
Marie Rodrigues
Marta Queirós
Patrícia Mendes 

Tenores
Aníbal Coutinho
António Gonçalves
Diogo Pombo
Frederico Projecto
Jaime Bacharel
João Afonso
João Barros
João Custódio
Pedro Rodrigues 
Sérgio Fontão

Baixos
Filipe Leal
José Bruto da Costa
Mário Almeida
Miguel Jesus
Nuno Gonçalo Fonseca
Pedro Casanova
Rui Bôrras
Tiago Batista

1.10.16

Sinfonias de Beethoven no Terreiro do Paço

> Sábado, 1 de Outubro, 21h30
> Lisboa, Praça do Comércio
> Mais informações em http://lisboanarua.com/events/event/orquestra-metropolitana-de-lisboa-4/
> Entrada livre

PROGRAMA

Ludwig van Beethoven (1770-1827)
Sinfonia n.º 8, op. 93

Ludwig van Beethoven (1770-1827)
Sinfonia n.º 9, op. 125, Coral 

Orquestra Metropolitana de Lisboa
Voces Caelestes
Ana Paula Russo, soprano 
Cátia Moreso, meio-soprano
Marco Alves dos Santos, tenor 
André Henriques, baixo 
Sérgio Fontão, maestro do coro 
Pedro Amaral, direcção musical

Neste concerto, o coro Voces Caelestes foi constituído pelos seguintes 36 cantores:

Sopranos
Filipa Passos
Inês Lopes
Marisa Figueira
Mónica Antunes
Mónica Santos
Raquel Alão
Rosa Caldeira
Tânia Viegas
Verónica Silva 

Altos
Catarina Saraiva
Fátima Nunes
Joana Esteves
Joana Nascimento
Mafalda Borges Coelho
Manon Marques
Maria Salazar
Marie Rodrigues
Patrícia Mendes 

Tenores
Aníbal Coutinho
Artur Afonso
Diogo Pombo
Frederico Projecto
Jaime Bacharel
João Afonso
João Barros
João Custódio
Pedro Rodrigues 

Baixos
Fernando Gomes
Filipe Leal
José Bruto da Costa
Manuel Rebelo
Mário Almeida
Miguel Jesus
Nuno Gonçalo Fonseca
Pedro Casanova
Tiago Batista

18.9.16

Sinfonias de Beethoven em Setúbal


> Domingo, 18 de Setembro, 16h00
> Setúbal, Fórum Municipal Luísa Todi
> Mais informações em http://www.forumluisatodi.pt/?ai1ec_event=integral-das-sinfonias-de-beethoven&instance_id=

PROGRAMA

Ludwig van Beethoven (1770-1827)
Sinfonia n.º 8, op. 93

Ludwig van Beethoven (1770-1827)
Sinfonia n.º 9, op. 125, Coral 

Orquestra Metropolitana de Lisboa
Voces Caelestes
Ana Paula Russo, soprano 
Cátia Moreso, meio-soprano
Marco Alves dos Santos, tenor 
André Henriques, baixo 
Sérgio Fontão, maestro do coro 
Pedro Amaral, direcção musical

Neste concerto, o coro Voces Caelestes foi constituído pelos seguintes 36 cantores:

Sopranos
Filipa Passos
Inês Lopes
Marisa Figueira
Mónica Antunes
Mónica Santos
Raquel Alão
Rosa Caldeira
Tânia Viegas
Verónica Silva 

Altos
Catarina Saraiva
Fátima Nunes
Joana Esteves
Joana Nascimento
Mafalda Borges Coelho
Maria Salazar
Marie Rodrigues
Marta Queirós
Patrícia Mendes 

Tenores
Aníbal Coutinho
António Gonçalves
Diogo Pombo
Frederico Projecto
Jaime Bacharel
João Barros
João Sebastião
Nuno Miguel Fonseca
Pedro Rodrigues 

Baixos
Fernando Gomes
Filipe Leal
José Bruto da Costa
Manuel Rebelo
Mário Almeida
Miguel Jesus
Nuno Gonçalo Fonseca
Pedro Casanova
Tiago Batista

16.9.16

Paride ed Elena | Ópera de Gluck no Teatro Thalia


> Sexta-feira, 16 de Setembro, 20h00
> Lisboa, Teatro Thalia
> Concerto integrado no ciclo "Ciência na Música", com curadoria do Professor Jorge Calado, produzido pela Ciência Viva em articulação com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior
> Bilhetes à venda em http://ticketline.sapo.pt/evento/TEJO-NO-THALIA-PARIDE-ED-ELENA-15531

PROGRAMA

Christoph Willibald Gluck (1714-1787)
Paride ed Elena

Os Músicos do Tejo
Voces Caelestes
Ana Quintans, soprano
Carla Simões, soprano
Joana Seara, soprano
Sandra Medeiros, soprano
Sérgio Fontão, maestro do coro
Marcos Magalhães, direcção musical

Nestes concertos, o coro Voces Caelestes foi constituído pelos seguintes 12 cantores:

Sopranos
Orlanda Velez Isidro
Raquel Alão
Sandra Lourenço

Altos
Inês Madeira
Luísa Tavares
Maria Salazar

Tenores
Bruno Almeida
Gerson Coelho
Rui Aleixo

Baixos
Carlos Pedro Santos
Miguel Jesus
Pedro Casanova

24.3.16

Oratória de Páscoa | Música de Bach no CCB

> Quinta-feira, 24 de Março, 21h00
> Lisboa, Centro Cultural de Belém [Grande Auditório]

PROGRAMA

Johann Sebastian Bach (1685-1750)

Der Himmel lacht! die Erde jubilieret, BWV 31

Concerto para Violino em Lá menor, BWV 1041

Oratória de Páscoa, BWV 249

Orquestra Metropolitana de Lisboa
Voces Caelestes
Ana Pereira, violino
Eduarda Melo, soprano
Cátia Moreso, meio-soprano
Marco Alves dos Santos, tenor
João de Oliveira, baixo
Sérgio Fontão, maestro do coro
Nicholas Kraemer, direcção musical

Neste concerto, o coro Voces Caelestes foi constituído pelos seguintes 31 cantores:

Sopranos
Inês Lopes
Mariana Moldão
Marisa Figueira
Mónica Santos
Rosa Caldeira
Sara Afonso
Tânia Viegas
Verónica Silva

Altos
Carolina Figueiredo
Inês Madeira
Joana Nascimento
Maria Salazar
Marie Rodrigues
Marta Queirós
Patrícia Mendes

Tenores
Aníbal Coutinho
Artur Afonso
Diogo Pombo
Gerson Coelho
Gonçalo Pinto Gonçalves
Jaime Bacharel
João Barros
Pedro Miguel

Baixos
Carlos Pedro Santos
José Bruto da Costa
Leandro César
Mário Almeida
Nuno Gonçalo Fonseca
Pedro Casanova
Rui Bôrras
Tiago Batista

9.2.16

A estreia e a milionésima vez

A violinista Tamila Kharambura brilhou com uma sobriedade imensa
Uma estreia emotiva do Concerto para violino de Pinho Vargas foi acompanhada por uma revisitação muito conseguida da Nona de Beethoven.

****
Orquestra Metropolitana de Lisboa. Garry Walker - maestro. Voces Caelestes. Sérgio Fontão - maestro do coro. Tamila Kharambura - violino. Liliana Nogueira - soprano. Cátia Moreso - mezzo-soprano. Marco Alves dos Santos - tenor. José Corvelo - barítono. Lisboa, Grande Auditório do Centro Cultural de Belém. Domingo, 7 de Fevereiro, às 17h. Obras de António Pinho Vargas e Beethoven

Uma estreia tem sempre aquele sabor de “pela primeira vez”? Nem sempre. O novo Concerto para violino de António Pinho Vargas parecia uma obra estreada há muitos anos e já plenamente integrada no reportório de violinistas e orquestras. Talvez esta sensação venha da forma como a violinista Tamila Kharambura pegou na obra, numa ligação profunda com ela, como se a conhecesse desde sempre. Talvez venha também de um diálogo consciente com a história da música que esta obra suscita, não por citação ou referência directa, mas como se citasse gestos que o violino e a orquestra incorporaram. O que é especial no concerto de Pinho Vargas é que esse diálogo não estabelece uma relação objectivista (nem “burocrática”) com a história, mas ganha uma dimensão íntima.

Este Concerto para violino é dedicado ao violinista arménio Gareguin Aroutiounian, falecido em 2014. Uma dedicatória a um amigo músico e professor, um cúmplice da aventura musical e do ensino. Em jeito melancólico (como podia ser doutra forma?), mas sem choradinhos, a obra parte em busca de traços da presença desse amigo. Ele está no violino, mas está também num carácter melódico (vindo de leste?) e nalguns elementos orquestrais como o peso das cordas, ou os elementos de percussão. E esteve sobretudo nas mãos da violinista, Tamila Kharambura, que brilhou com uma sobriedade imensa, se é que isso é possível.

Kharambura foi aluna de Gareguin Aroutiounian, “sua discípula predileta nos últimos anos”, como se podia ler no programa. Ela participou na revisão da parte solista desta obra, trabalhando com o compositor. E foi aí que este concerto em quatro andamentos, de desenho aparentemente convencional, partiu para outra dimensão. No primeiro andamento o violino ainda estava dentro da orquestra, como se o som não saísse ainda completamente para fora. Mas depois, a pouco e pouco, com Tamila Kharambura, o concerto viajou para uma beleza, aí sim, inaudita. Nas partes solistas paira uma emoção suspensa, com surpreendentes inserções, como uma referência a Bach lá no meio, como se a aluna lembrasse aquela partita daquela aula de violino. E o Lamento Largo final, onde a dimensão de homenagem fica clara: lamento enorme, mas catarse contida.

Na segunda parte, a Nona Sinfonia de Beethoven. E aqui foi ao contrário. A obra arquifamosa e tantas vezes tocada parecia fresquinha, acabada de nascer. É que, apesar da fama, a Nona é uma estranha sinfonia, cheia de cortes, recomeços, interjeições, coisas aparentemente fora do lugar. O Beethoven excessivo, intransigente, inquieto do fim da vida. A Orquestra Metropolitana de Lisboa, com Garry Walker na batuta, conseguiu fazê-lo muitíssimo bem. Com a participação empenhada e colorida (não falo dos trajes, mas das vozes) do Coro Voces Caelestes e de um sólido conjunto de solistas que cumpriu a tarefa difícil de ir directo ao assunto, porque é assim que tem de ser no último andamento – não há tempo para aquecer.

Beethoven tinha confiança na Humanidade inteira: Irmãos! Milhões! Alegria! Há qualquer coisa disso que, apesar das desilusões ou apesar da morte dos amigos, permanece e vive. Está ali, naquela voz, naquela frase da trompa, num violoncelo que fala, num fagote que canta. Não é o busto surdo de Beethoven, mas a música fazendo-se, desafiando o tempo. Estreia ou milionésima vez: a música é sempre gerúndio.

[Crítica de Pedro Boléo, no jornal Público]