4.5.19

Missa para três coros e seis órgãos em Mafra

> Sábado, 4 de Maio, 21h30
> Mafra, Basílica do Palácio Nacional
> Concerto integrado no III Festival Internacional de Órgão de Mafra 

PROGRAMA 

António Leal Moreira (1758-1819)
Sinfonia para a Real Basílica de Mafra

Anónimo (Portugal, final do séc. XVIII)
(Manuscrito FCR 198//32 da Biblioteca Nacional de Portugal)
Kyrie
Gloria
Gloria in excelsis Deo

Cantochão
(Fr. José de Santo António, Acompanhamentos de missas [...] Mafra, 1761)
Gloria
Laudamus te
Benedicimus te
Glorificamus te
Gratias agimus tibi propter magnam gloriam tuam
Domine Deus, Rex cælestis
Domine Fili unigenite, Jesu Christe
Domine Deus, Agnus Dei, Filius Patris
Qui tollis peccata mundi, miserere nobis
Qui tollis peccata mundi, suscipe deprecationem nostram
Qui sedes ad dexteram Patris, miserere nobis
Quoniam tu solus Sanctus
Tu solus Dominus
Tu solus Altissimus, Jesu Christe
Cum Sancto Spiritu

Anónimo (Portugal, final do séc. XVIII)
(Manuscrito FCR 198//32 da Biblioteca Nacional de Portugal)
Gloria
In gloria Dei Patris
Credo

Cantochão
(Fr. José de Santo António, Acompanhamentos de missas [...] Mafra, 1761)
Sanctus
Agnus Dei

Voces Caelestes 
João Vaz, órgão do Evangelho
Inês Machado, órgão da Epístola
Sérgio Silva, órgão de São Pedro d’Alcântara
Margarida Oliveira, órgão do Sacramento
Diogo Rato Pombo, órgão da Conceição
Daniela Moreira, órgão de Santa Bárbara
Sérgio Fontão, direcção

Neste concerto, o coro Voces Caelestes foi constituído pelos seguintes 51 cantores:

Coro I
António Gonçalves
Gerson Coelho
Frederico Projecto
João Afonso
Manuel Gamito
Nicolas Robertson
Rui Aleixo

Bernardo Beirão
Carlos Pedro Santos
Fernando Gomes
José Bruto da Costa
Manuel Líbano Monteiro
Mário Almeida
Nuno Gonçalo Fonseca

Afonso Moreira
João Costa
Luís Neiva
Nuno Rodrigues
Pedro Casanova
Rui Bôrras
Tiago Batista

Coro II
Emanuel Frazão Vieira
João Custódio
Miguel Silva
Nuno Raimundo
Pedro Rollin Rodrigues
Rodrigo Carreto
Tiago Sousa

Alexandre Gomes
Francisco Reis
Horácio Santos
João Luís Ferreira
João Rosa
Marcos Cerejo
Miguel Carvalho
Victor Gaspar

Coro III
Artur Afonso
Bruno Rodrigues
Carlos Reis
Hugo Martins
João Manuel de Barros
Jorge Leiria
Nuno Fonseca

Filipe Leal
Gustavo Lopes
João Líbano Monteiro
João Pereira
Jorge Ramos
Martim Líbano Monteiro
Miguel Jesus
Pedro Morgado

10.2.19

Don Giovanni: cinco récitas, três salas

> Sexta-feira, 25 de Janeiro, 20h00
> Lisboa, Centro Cultural de Belém [Pequeno Auditório]
> Domingo, 27 de Janeiro, 16h00 
> Lisboa, Centro Cultural de Belém [Pequeno Auditório]
> Domingo, 3 de Fevereiro, 16h00
> Lisboa, Teatro Nacional de São Carlos
> Sexta-feira, 8 de Fevereiro, 20h00
> Lisboa, Teatro Thalia
> Domingo, 10 de Fevereiro, 16h00
> Lisboa, Teatro Thalia 
> Espectáculos inseridos no Ateliê de Ópera da Metropolitana 2018-2019 

PROGRAMA 

Wolfgang Amadeus Mozart (1765-1791) 
Don Giovanni, K. 527

Orquestra Metropolitana de Lisboa 
Voces Caelestes 
Filipa Baptista Branco ou Sara Carneiro, soprano [Donna Elvira]
Alexandra Bernardo, soprano [Donna Anna]
Ana Sofia Ventura ou Patrícia Modesto, soprano [Zerlina] 
Marco Alves dos Santos, tenor [Don Ottavio] 
André Henriques, barítono [Don Giovanni]
Tiago Gomes, barítono [Masetto]
Tiago Navarro Marques, baixo [Il Commendatore]
José Corvelo, baixo [Leporello]
Jorge Vaz de Carvalho, direcção cénica e vocal 
José António Tenente, figurinos 
Sérgio Fontão, maestro do coro 
Pedro Amaral, direcção musical

Nestes espectáculos, o coro Voces Caelestes foi constituído pelos seguintes 24 cantores:

Sopranos
Ariana Russo
Marisa Figueira
Rosa Caldeira
Susana Duarte
Tânia Viegas
Verónica Silva

Altos
Inês Madeira
Joana Esteves
Maria Salazar
Marta Queirós
Michelle Rollin
Patrícia Mendes

Tenores
Aníbal Coutinho
Frederico Projecto
João Custódio
Manuel Gamito
Pedro Miguel
Rodrigo Carreto

Baixos
Filipe Leal
José Bruto da Costa
Miguel Jesus
Pedro Casanova 
Rui Bôrras
Tiago Batista

19.10.18

Schubert, Bruckner, Grieg e Nielsen em São Roque


> Sexta-feira, 19 de Outubro, 21h00
> Lisboa, Igreja de São Roque
> Concerto integrado na 30.ª temporada de Música em São Roque
> Mais informação em http://mais.scml.pt/tmsr/portfolio-items/voces-caelestes/

PROGRAMA

Anton Bruckner (1824-1896)
Ave Maria, WAB 6, para coro misto ** 

Edvard Grieg (1843-1907)
Suite Holberg, Op. 40 * 

Franz Schubert (1797-1828)
Gesang der Geister über den Wassern, para vozes masculinas e cordas graves ** 

Carl Nielsen (1865-1931)
Pequena Suite para Cordas (Nonet), Op.1 * 

Franz Schubert (1797-1828)
Missa n.º 2 em Sol maior, D.167 * 

Camerata Alma Mater
Voces Caelestes
Patrycja Gabrel, soprano
João Rodrigues, tenor
Hugo Oliveira, barítono
Pedro Neves, maestro *
Sérgio Fontão, maestro **

Neste concerto, o coro Voces Caelestes foi constituído pelos seguintes 28 cantores: 

Sopranos
Ariana Russo
Inês Tavares Lopes
Marisa Figueira
Mónica Antunes
Patrycja Gabrel
Sandra Lourenço 

Altos
Joana Esteves
Joana Nascimento
Manon Marques
Maria Salazar
Michelle Rollin
Patrícia Mendes 

Tenores
Aníbal Coutinho
João Custódio
João Rodrigues
João Sebastião
Manuel Gamito
Pedro Miguel
Rodrigo Carreto
Rui Aleixo 

Baixos
Filipe Leal
Hugo Oliveira
João Costa
José Bruto da Costa
Miguel Jesus
Pedro Casanova
Rui Bôrras
Tiago Batista

14.10.18

Schubert, Bruckner e Nielsen no Festival de Sintra

> Domingo, 14 de Outubro, 21h30
> Colares, Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Assunção
> Concerto de encerramento da 53.ª edição do Festival de Sintra
> Mais informação em https://festivaldesintra.pt/camerata-alma-mater-coro-voces-caelestes/

PROGRAMA

Anton Bruckner (1824-1896)
Aequalle n.º 1 e n.º 2, WAB 114 & 1149, para trio de trombones
Ave Maria, WAB 6, para coro misto **

Franz Schubert (1797-1828)
Gesang der Geister über den Wassern, para vozes masculinas e cordas graves **

Carl Nielsen (1865-1931)
Pequena Suite para Cordas (Nonet), Op.1 *

Franz Schubert (1797-1828)
Missa n.º 2 em Sol maior, D.167 *

Camerata Alma Mater
Voces Caelestes
Patrycja Gabrel, soprano
João Rodrigues, tenor
Hugo Oliveira, barítono
Pedro Neves, maestro *
Sérgio Fontão, maestro **

Neste concerto, o coro Voces Caelestes foi constituído pelos seguintes 28 cantores:

Sopranos
Ariana Russo
Inês Tavares Lopes
Marisa Figueira
Mónica Antunes
Patrycja Gabrel
Sandra Lourenço

Altos
Joana Esteves
Joana Nascimento
Manon Marques
Maria Salazar
Michelle Rollin
Patrícia Mendes

Tenores
Aníbal Coutinho
João Custódio
João Rodrigues
João Sebastião
Manuel Gamito
Pedro Miguel
Rodrigo Carreto
Rui Aleixo

Baixos
Filipe Leal
Hugo Oliveira
João Costa
José Bruto da Costa
Miguel Jesus
Pedro Casanova
Rui Bôrras
Tiago Batista

28.7.18

A guerra e a paz em novas criações musicais

© Carlos Maduro

O Festival Estoril Lisboa que está a decorrer até hoje teve duas encomendas de novas obras dirigidas pelo director artístico, Piñeiro Nagy, aos compositores João Madureira e Eurico Carrapatoso.

***** 
Orquestra Metropolitana, Voces Caelestes, Pedro Neves (maestro), António Rosado (piano), José Tolentino Mendonça (narração). Obras de Debussy, Ravel e João Madureira. Lisboa, Claustro do Mosteiro dos Jerónimos. 20 de Julho, às 21h30

****
Grupo Vocal Olisipo, Armando Possante (direcção), Tiago Bentes Rosário (piano). Obras de Duarte Lobo e Eurico Carrapatoso. Lisboa, Igreja de São Roque. 25 de Julho, às 18h

O centenário do fim da I Guerra Mundial é uma das linhas condutoras da programação do Festival Estoril Lisboa, a decorrer até este sábado, 28 de Julho, tendo servido de base às duas encomendas de novas obras dirigidas pelo director artístico, Piñeiro Nagy, a João Madureira (n. 1971) e Eurico Carrapatoso (n. 1962). A temática da guerra e a afirmação da esperança no Homem desencadearam respostas musicais com estéticas bem distintas, mas ambas alicerçadas numa forte sintonia com textos literários de notável qualidade e profundidade.

A estreia de Requiem pela Aurora de Amanhã, de João Madureira, no Claustro do Mosteiro do Jerónimos, pela Orquestra Metropolitana, dirigida por Pedro Neves, contou com a narração de José Tolentino de Mendonça, autor do poema que deu origem à composição. O concerto despertou uma adesão entusiástica do público que esgotou a lotação e, no final, aplaudiu longamente uma composição que pretende ser “um convite a abraçarmos a diversidade do mundo e a cuidar da Terra como casa comum”, palavras do Papa Francisco (encíclica Laudatio Si’, 2015) que João Madureira adoptou como mote e encontram eco no poema.

Num fluir contínuo, a peça dá espaço à interacção sequencial ou simultânea de vários planos sonoros: texturas instrumentais depuradas de apreciável colorido tímbrico nas quais reaparecem fragmentos musicais sob diferentes perspectivas; as vozes do agrupamento Voces Caelestes (dirigido por Sérgio Fontão), objecto de amplificação e usadas como se fossem instrumentos através de vocalizos (portanto de entoações de vogais em vez de palavras ou frases); e o texto de Tolentino de Mendonça, deixado intacto na voz falada do seu autor.

O poema é, em si mesmo, bastante musical e serve de estímulo à própria música, umas vezes de modo óbvio, como as “caixas de ritmos” que de imediato desencadeiam um discurso musical mais rítmico; outras num sentido mais abrangente. Com uma estrutura tripartida, o poema e a composição evocam primeiro o Universo para depois descer à Terra num tempo marcado pela guerra, por massacres e por desastres ecológicos, e finalmente atingir uma dimensão mais transcendente de encontro com a paz (“Deus cujo centro está em toda a parte fará renascer as espécies”). “Nem tradicionalista, nem vanguardista”, como o próprio gosta de se caracterizar, João Madureira confirma com esta obra um lugar de destaque no actual panorama da criação musical portuguesa.

A primeira parte do concerto foi também digna de nota, contando com uma interpretação do Prélude à l’après-midi d’un faune, sob a direcção de Pedro Neves, atenta às nuances de colorido e plasticidade de fraseados da música de Debussy e com a impetuosa prestação de António Rosado no Concerto para a mão esquerda, de Ravel, peça resultante de uma encomenda do pianista austríaco Paul Wittgenstein, que perdeu o braço direito na I Guerra Mundial. Contagiada por influências jazzísticas, esta obra combina momentos de forte poder dramático com passagens mais líricas. Ser destinada a uma só mão não impede a existência de passagens virtuosísticas complexas que Rosado executou com destreza e brio.

Alguns dias depois, na Igreja de São Roque, o Grupo Vocal Olisipo, dirigido por Armando Possante, fez a estreia da outra encomenda do festival: Te Deum em louvor da Paz, de Eurico Carrapatoso. Mais uma vez um público numeroso assistiu à estreia no âmbito de um programa que incluía também o Requiem a seis vozes, de Duarte Lobo (1565-1646), obra que se insere na rica tradição do tratamento polifónico dos textos e melodias de cantochão da missa Pro Defunctis por compositores ligados à Sé de Évora nos séculos XVI e XVII. O Grupo Vocal Olisipo interpretou-a no coro alto da Igreja de São Roque, o que constituiu uma boa opção acústica, demonstrando a sua ampla experiência no campo da polifonia portuguesa desta época. Na segunda parte, já junto ao altar-mor, em conjunto com o pianista Tiago Bentes Rosário, o Olisipo deu voz à nova partitura de Carrapatoso, compositor com quem tem uma colaboração de longa data, através de uma interpretação veemente, rica em contrastes expressivos e dinâmicos e tecnicamente sólida.

Articulada em sete andamentos, a obra combina o texto em latim do Te Deum, usado nas secções 2, 3, 5 e 6, com três poemas (Le dormeur du val, de Rimbaud, 1870; Si je mourais là-bas, de Appolinaire, 1915; e O menino da sua mãe, de Fernando Pessoa, 1926), que surgem nas secções 1, 4 e 7. Cria assim uma arquitectura coerente e uma dramaturgia a partir de elementos que à primeira vista poderiam parecer heterogéneos. Aos poemas associou os subtítulos “Pavana para...”, respectivamente, “um Infante dormido”, “uma Infanta distante” e “um Infante defunto”, alusão ao título da famosa peça de Ravel que se traduz também na evocação explícita das sonoridades da música francesa dos inícios do século XX. Estas contrastam com o tratamento rítmico e harmónico e o carácter mais incisivo e dramático do texto do Te Deum, o qual, em vez de dar continuidade à tradição musical exaltante e laudatória adquirida ao longo dos séculos, assume aqui uma expressão inquietante. No final, o poema de Pessoa atinge uma tocante expressividade musical, corolário de uma composição na qual Carrapatoso dá mais uma vez azo à sua atitude descomplexada na apropriação de linguagens e estilos e à sua habitual facilidade para provocar a empatia do público e dos intérpretes.

[Crítica de Cristina Fernandes, no jornal Público]

20.7.18

Requiem pela Aurora de Amanhã em estreia absoluta

> Sexta-feira, 20 de Julho, 21h30
> Lisboa, Claustro do Mosteiro dos Jerónimos
> Concerto integrado na 44.ª edição do Festival Estoril Lisboa
> Mais informação em http://www.festorilisbon.com/home/

PROGRAMA

Claude Debussy (1862-1918)
Prélude à l'après-midi d'un faune

Maurice Ravel (1875-1937)
Concerto para piano e orquestra em Ré maior, para a mão esquerda

João Madureira (n. 1971)
Requiem pela Aurora de Amanhã [estreia absoluta; encomenda do Festival Estoril Lisboa, no centenário do fim da I Guerra Mundial]

Orquestra Metropolitana de Lisboa
Voces Caelestes
António Rosado, piano
José Tolentino Mendonça, texto e narração
Sérgio Fontão, direcção do coro
Pedro Neves, maestro

Neste concerto, o grupo vocal Voces Caelestes foi constituído pelos seguintes 8 cantores:

Sopranos
Marisa Figueira
Rosa Caldeira

Altos
Carmo Pereira Coutinho
Maria Salazar

Tenores
Manuel Gamito
Rodrigo Carreto

Baixos
Hugo Oliveira
Manuel Rebelo