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11.3.09
3.3.09
Que força é essa?

Deus. Pátria. Revolução
Recriação musical de Luís Bragança Gil. Solistas: Alexandra Moura (soprano), Inês Madeira (mezzo), Fernando Guimarães (tenor) e Rui Baeta (barítono). Coro Voces Caelestes. Orquestra Aldrabófona. Direcção cénica: Luís Bragança Gil e António Pires. Dramaturgia: Luísa Costa Gomes e Luís Bragança Gil. Lisboa, Centro Cultural de Belém. 28 de Fevereiro às 21h00. Sala cheia
"Não discutimos Deus e a virtude. Não discutimos a Pátria e a sua história. Não discutimos a Autoridade e o seu prestígio." São palavras de um discurso de Salazar em 1936. Mas juntar o Deus e a Pátria à Revolução, só pode ser uma provocação. E não é que é mesmo?
Este espectáculo é o oposto do "não discutimos". A recriação/colagem proposta pelo compositor e investigador Luís Bragança Gil (que aqui também foi maestro) é muito discutível. Ainda bem. Se Deus. Pátria. Revolução não for pensado, falhará os seus intentos: ser uma proposta crítica de escuta de um grande conjunto de canções passadas, de hinos fascistas a canções de luta contra o salazarismo, e do nacional-cançonetismo à música de José Afonso. Ao contrário dos hinos do fascismo (ou do futebol, entre outros) feitos para obedecer - ou comprar - sem pensar duas vezes, este espectáculo exige pensar duas vezes.
Duas ou mais: quando ouvimos aplaudir durante o espectáculo um hino colonialista e militarista como Angola é nossa, símbolo do terror, é inevitável pensar: "O que é que estão a aplaudir?" Terá falhado o espectáculo, ou o sentido crítico dos espectadores? Ou alinharam na brincadeira de "seguir os hinos"? Na encenação a luz muda, e mudamos de quadro. Felizmente, Angola não é nossa. Não é sempre para rir, esta comédia. Nem se pode ir cegamente atrás.
O espectáculo propõe uma escuta no teatro (os primeiros quadros são muito conseguidos), num lugar que reenquadra as canções. Muda-lhes os sentidos. Mas surge uma questão de peso - como tornar leves canções que serviram a exploração e a guerra? Como tirar as canções da história para as escutar com outra frescura sem esquecer que algumas outras (as marchas, danças e canções de Fernando Lopes Graça) foram proibidas e que se podia ser preso por cantá-las? Cheio de armadilhas, o espectáculo contorna bem muitas, mas é menos claro noutras ocasiões, quando ridiculariza apenas ou quase cai no medley (na "feira da revolução"). Junta canções inconciliáveis, cria a ambiguidade, para dar depois um murro no estômago. E dá mesmo, na emoção de Os homens que vão prà guerra, muito bem cantado pelo coro Voces Caelestes, que fez um belo, empenhado (e difícil) trabalho em todo o espectáculo. É verdadeiramente cómica a canção ligeira Não, não e não (excelente aqui Alexandra Moura) depois da extraordinária Arte de furtar (de José Afonso) na grande interpretação de Inês Madeira, sempre muito clara na dicção (e o texto também faz parte da forma das canções). O canto operático serve bem a comédia, mas pode falhar nalgumas canções de Zeca Afonso ou Sérgio Godinho. As muito boas vozes e o trabalho de equipa de Rui Baeta, Fernando Guimarães, Inês Madeira, Alexandra Moura e do coro responderam à questão do "como cantar isto?".
Pequenos enganos nas letras das canções podiam ser corrigidos. Mas o fundamental foi o ritmo e a adrenalina de Deus. Pátria. Revolução (para isso contribuiu também a força da Orquestra Aldrabófona), fruto de um inteligente trabalho de organização, sobreposição e confronto dos materiais. Uma trama cénica e musical que interroga a (perigosa) capacidade que a música tem de mobilizar as massas. "Que força é essa que te manda obedecer?"
[Jornal Público, 3 de Março de 2009. Crítica de Pedro Boléo.]
2.3.09
"Deus. Pátria. Revolução" em Lisboa

> Sábado, 28 de Fevereiro, 21.00
> Domingo, 1 de Março, 17.00
> Segunda-feira, 2 de Março, 21.00
> Lisboa, Centro Cultural de Belém [Pequeno Auditório – Sala Eduardo Prado Coelho]
> Co-produção Centro Cultural de Belém / Ar de Filmes / Teatro Nacional de São João
> Mais informações em http://www.ccb.pt/sites/ccb/pt-PT/Programacao/Teatro/Pages/DEUSPÁTRIAREVOLUÇÃO.aspx
PROGRAMA
DEUS. PÁTRIA. REVOLUÇÃO
Luís Bragança Gil, autoria, orquestrações, direcção musical
Luís Bragança Gil e António Pires, direcção cénica
Luísa Costa Gomes e Luís Bragança Gil, dramaturgia
João Mendes Ribeiro e Luísa Bebiano Correia, cenografia
Maria Gonzaga Guarda Roupa, Lda., figurinos
Vasco Letria, desenho de luz
Paulo Abelho e João Eleutério, desenho de som
Nicholas McNair, assistente de direcção musical e músico co-repetidor
Sérgio Fontão, assistente de direcção coral
Didier Chazeau, assistente cénico e de movimentos coreográficos
Joana Pupo e Graciano Dias, assistentes de encenação
Marta Pedroso, apoio à direcção de cena
Tânia Marques, maquilhadora
Manuel Vitória, construção do cenário
Armazém 42, gravações de estúdio
Alexandre Oliveira, produtor
Ana Bordalo, produção executiva
Sara Abreu e Ana Gusmão, assistentes de produção
Alexandra Moura, soprano
Inês Madeira, meio-soprano
Fernando Guimarães, tenor
Rui Baeta, barítono
Voces Caelestes
Orquestra Aldrabófona
Miguel Cepeda, clarinete
Jean-Marc Charmier, trompete e acordeão
Eduardo Lala, trombone
José Soares, guitarra semi-acústica
Hugo Antunes, contrabaixo
Pedro Araújo, bateria/percussão
Nicholas McNair, piano
Neste espectáculo, o grupo vocal Voces Caelestes foi formado pelos seguintes 8 cantores:
Sopranos
Rosa Caldeira
Verónica Silva
Altos
Inês Martins
Manon Marques
Tenores
Jaime Bacharel
Sérgio Fontão
Baixos
Gonçalo Abrantes
Manuel Rebelo
28.2.09
2.10.08
Cardoso, Lobo e Magalhães na Sé de Évora

> Quinta-feira, 2 de Outubro, 21.30
> Sé de Évora
> Integrado nas XI Jornadas Internacionais Escola de Música da Sé de Évora
> Entrada livre
PROGRAMA
Duarte Lobo (c. 1565-1646)
Audivi vocem de cælo
Filipe de Magalhães (c. 1571-1652)
Commissa mea pavesco
Frei Manuel Cardoso (1566-1650)
Lamentatio Feria V in Cœna Domini: Lectio II
Frei Manuel Cardoso
Missa pro defunctis
1. Introitus: Requiem æternam
2. Kyrie
3. Graduale: Requiem æternam
4. Offertorium: Domine, Jesu Christe
5. Sanctus-Benedictus
6. Agnus Dei
7. Communio: Lux æterna
8. Responsorium: Libera me
Voces Caelestes
Sérgio Fontão, direcção
Neste concerto, o coro Voces Caelestes foi constituído pelos seguintes 18 cantores:
Sopranos
Ana Rodrigues
Graziela Lé
Marisa Figueira
Rosa Caldeira
Sandra Lourenço
Susana Duarte
Altos
Catarina Saraiva
Joana Nascimento
Mafalda Borges Coelho
Manon Marques
Michelle Rollin
Patrícia Mendes
Tenores
Jaime Bacharel
João Branco
João Moreira
Baixos
José Bruto da Costa
Manuel Rebelo
Mário Almeida
9.9.08
Percursos da Música Portuguesa

> Terça-feira, 12 de Fevereiro
> Basílica de Mafra
> Gravação para a série de programas Percursos da Música Portuguesa, a transmitir pela RTP 2 a partir de 13 de Setembro
PROGRAMA
Frei José Marques e Silva (c.1780-1837)
Te Deum
1. Te Deum laudamus [Coro]
4. Te gloriosus Apostolorum chorus [Tenor solo]
15. Fiat misericordia [Coro]
16. In te Domine speravi [Coro]
Voces Caelestes
João Rodrigues, tenor
João Vaz, órgão
Rui Paiva, órgão
Sérgio Fontão, direcção
Nesta gravação, o coro Voces Caelestes foi constituído pelos seguintes 15 cantores:
Tenores
Gonçalo Pinto Gonçalves
Jaime Bacharel
João Branco
João Custódio
João Moreira
João Rodrigues
Pedro Miguel
Baixos
Carlos Pedro Santos
Fernando Gomes
Filipe Leal
José Bruto da Costa
Manuel Rebelo
Mário Almeida
Rui Borras
Victor Gaspar
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